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Mitos e verdades sobre medicamentos

Farmacêutica: Dra. Natália Vello Naléssio

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O Dia Mundial da Saúde é comemorado no dia 07 de Abril, mas, todo dia é dia de se cuidar, para termos uma melhor qualidade de vida.
 

Não misture os medicamentos em sacolinhas plásticas ou os deixe em gavetas com outros objetos. Se perder rótulos ou caixinhas, é preferível não usar e procurar novas orientações. Não coloque mais de um tipo de medicamento na mesma caixa. Os medicamentos de crianças deverão SEMPRE ser dados pelos responsáveis e não deverão ficar ao alcance delas. Lembre-se de que criança gosta de medicamentos “docinhos, coloridos” e poderão tomá-los de forma desavisada.
 

Para esclarecer os principais mitos sobre o uso correto de medicamentos, selecionamos algumas perguntas:

 

Posso tomar um medicamento vencido se a aparência dele estiver normal?

Mito: A ingestão de um medicamento fora do prazo de validade pode não causar danos, mas também não é garantido que surtirá o efeito desejado para a saúde. Como não existem estudos sobre os efeitos dos medicamentos após o prazo de validade, é impossível saber se eles mantêm sua eficácia e se não apresentam riscos à saúde. Portanto, o recomendável é respeitar a data limite informada na embalagem para que o uso seja feito de forma segura.
 

Tomar medicamento em jejum é prejudicial ao estômago?

Mito: É necessário sempre consultar um médico, farmacêutico ou ler atentamente a bula para definir o melhor horário de ingestão, pois alguns medicamentos tomados junto a alimentos têm seu efeito diminuído.
 

Medicamentos podem causar dependência?

Verdade: Alguns tipos de medicamentos, como analgésicos do tipo opióide, ansiolíticos e antidepressivos podem causar dependência química, e a interrupção de seu uso pode provocar sintomas característicos da abstinência. Além disso, com o passar do tempo pode ocorrer uma maior tolerância do organismo às substâncias presentes no medicamento, obrigando o paciente a usar doses cada vez maiores para obter o efeito desejado. Somente o uso com acompanhamento adequado é capaz de prevenir esses riscos, por isso a orientação de um médico ou farmacêutico é de extrema importância.


Medicamentos fitoterápicos não têm efeitos colaterais?

Mito: Os medicamentos fitoterápicos possuem suas características iguais a de outros medicamentos devendo ter os mesmo cuidados e orientações para uso. Quando ingeridos em excesso, esses medicamentos podem causar efeitos adversos, especialmente nos rins e no fígado. Além do perigo causado pelo consumo exagerado, os fitoterápicos podem interagir com outros tipos de medicamentos, anulando sua eficácia ou provocando efeitos colaterais indesejados. Mesmo que o medicamento seja composto por substâncias naturais, seu uso só deve ser feito com orientação.
 

Medicamentos utilizados durante a gravidez podem afetar o feto?

Verdade: As substâncias dos medicamentos podem atravessar a placenta e causar efeitos no organismo do feto, por isso é preciso muito cuidado ao se medicar durante a gravidez, seja por via oral ou pela aplicação de pomadas e cremes na pele. A ingestão de qualquer medicamento neste período deve ser feita com acompanhamento médico.
 

Os medicamentos não devem ser guardados no banheiro?

Verdade: Os medicamentos devem ser armazenados longe do calor e da umidade, por isso o banheiro não é o local mais indicado. O ideal é guardá-los em um armário protegido da luz e do calor - e em uma altura que impeça o alcance de crianças.
 

Posso interromper o tratamento assim que os sintomas desaparecerem?

Mito: O fim dos sintomas não indica que a doença foi eliminada. “No caso de tratamentos com antibióticos, por exemplo, interromper o tratamento antes do prazo estipulado pelo médico pode fazer com que as bactérias se tornem mais resistentes, aumentando a infecção.


Medicamentos genéricos têm qualidade inferior?

Mito: Os medicamentos genéricos têm preços menores do que os medicamentos referência, mas isso não significa que sejam menos eficientes. O motivo da diferença de preço é que os genéricos utilizam dos mesmos estudos já realizados pelo de referência, portanto não precisam investir no desenvolvimento destes medicamentos. A legislação brasileira estabelece que, para um medicamento ser registrado como genérico, é necessário que se comprove sua equivalência farmacêutica e bioequivalência (mesma eficácia e eficiência) em relação ao medicamento de referência indicado pela Anvisa.
 

É perigoso fazer automedicação de genérico?

Verdade: Assim como qualquer outro medicamento, os genéricos precisam ser receitados por um profissional da saúde. Estima-se que mais de 20 mil vítimas da automedicação morrem por ano no Brasil.
Dores de cabeça, cólicas, febres, inflamações, gripes e viroses são os sintomas mais comuns da automedicação. Portanto, fique atento e lembre-se de que a ingestão de qualquer medicamento em excesso pode ser fatal.
 

O horário de ingestão do medicamento não faz diferença?

Mito: O horário de tomada dos medicamentos deve ser respeitado pois os intervalos entre uma dose e outra devem ser cumpridos para que o tratamento funcione e não haja riscos à saúde. Se o medicamento for ingerido em intervalos maiores do que o indicado, sua eficácia diminui. Caso o intervalo seja menor do que o prescrito pelo médico, pode haver risco de intoxicação.


Por fim é importante salientar que os medicamentos não são a única fonte de saúde, mas são importantes ferramentas que quando necessárias devem ser utilizadas da maneira correta. Em muitos casos a terapia adequada leva em conta não só medicamentos, mas também, a mudança dos hábitos de vida em uma direção mais saudável e adequada a realidade de cada um. É essencial para que a terapia seja efetiva a aceitação da doença por parte do paciente e a sua relação positiva com a adesão ao tratamento seja ele medicamentoso ou não.